16.2.26

 obriguei-me a ir dar uma volta a pé por um cantinho de Lisboa após todos estes dias, e semanas, de chuva. apetecia-me ficar em casa a ler - o Tóquio Express é realmente um óptimo policial -, mas já tem imenso tempo que não apanho ar ventoso e só me fazia bem mexer as pernas. pois bem, foi uma aventura pequena, mas saborosa. 

acabei por comprar um suporte-coiso, cuja finalidade original era questionável - diziam ser um móvel de lavandaria, mas aquilo é minúsculo e nem cabe por cima da máquina de lavar roupa -, que ficou por cima do carrinho de suporte da cozinha e agora dispõe as minhas muito estimadas caixas de café. também já passei a caixa do pão para uma das prateleiras, mas ainda estamos em teste. 

curiosamente, depois de adquirir semelhante artigo, vim a apreciar o caminho, a pensar e a agradecer(-me) por ter forçado a minha saída de casa porque, realmente, soube muito bem a voltinha. fiquei com saudades de quando fazia as minhas caminhadas de descobertas por Lisboa, que duravam horas, e apanhava sol, vento, multidões a seguirem a sua vida, e sempre, mas sempre, um bonito pôr-do-sol para encerrar bem o dia. 

ontem, ainda apanhei uma pontinha do pôr-do-sol. e desejei ter mais tempo para as coisas que fazem realmente bem à alma. 

que Lisboa continue a ser a minha casa [emprestada] por mais uns longos anos, hei-de sempre arranjar um tempinho para as minhas voltinhas a pé e para admirar esta cidade. 

12.2.26

é tudo uma irritação. sinto-me desconfortável com tudo, e falta-me paz interior para ser tolerante e paciente.
é um caos. procuro soluções e são becos sem saída. tenho de aprender a digerir devagar. 

lenta
mente. 

são dias realmente difíceis em que queria não lidar com nada, nem com ninguém. as pessoas são complicadas.
post sobre trabalho. 

28.1.26

 no fundo, os sentimentos são diferentes mas a situação é a mesma. uns são mais fortes do que outros, uns parecem sentir mais do que outros. mas a perda é a mesma. e todos também querem partir, mas ninguém tem coragem, por isso sobrevivemos a pensar que o fazemos pelo outro... e o outro, afinal, também só quer ir.